Adágios e Celeumas #3

"A liberdade da vontade deriva de uma indeterminação da razão prática"
Tomás de Aquino (1225-1274)
"Nada, além da vontade, é a causa total da sua volição"
Escoto (c.1266-1308)
Como se vê já vem de longe a dúvida sobre que dizer sobre um político que mete os pés pelas mãos. Agiu ele em conformidade com a informação disponível ou é simplesmente uma nódoa? No final, a única certeza é que algo correu mal, alguém tem de pagar e ele, se quiser, que se defenda.


3 Comments:
gosto da primeira frase. a liberdade da vontade é a sua falta de compromisso?
e isto e a política?
terça-feira, setembro 20, 2005 2:12:00 da tarde
Não percebo o conceito "razão prática"?
Para mim a liberdade da vontade é o resultado da razão, de outra forma, i.e. se ñ houvesse razão, como existiriam escolhas?!?
Por outro lado, Pedro, agir em conformidade com a informação disponível e ser uma nódoa não são situações mutuamente exclusivas!!
terça-feira, setembro 20, 2005 7:07:00 da tarde
No séc XIII a vontade era mais que muita, especialmente entre os monges. Uma conversa de engate famosa começava por inquirir se o livre arbitrio era uma falha de Deus ou dos homens e nisto...
O Aquino dizia que:
- Naqueles dias em que não sei que fazer olha, que se lixe, deixo que a vontade apareça.
Já o Escoto era mais:
- Eu vontade tenho sempre, o tempo é que é pouco.
Ana a liberdade da vontade é a sua falta de racionalidade e na politica a liberdade é muita.
Viriato, se a vontade obedeceu à razão, não foi livre pá! A razão pratica é não metafísica. Quanto à exclusividade, foi mesmo isso que quis dizer, talvez o "simplesmente" induza em erro.
terça-feira, setembro 20, 2005 10:26:00 da tarde
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