Frases feitas, retóricas ociosas e outros pensamentos pedantes

segunda-feira, agosto 29, 2005

Frases feitas, retóricas ociosas e outros pensamentos pedantes.

Manual de apoio à emergente classe política portuguesa e outros patos bravos.

Dúvidas de sempre:
Como receber palmas em comícios?
Como terminar o debate a pensar que se saiu por cima?
Como terminar o debate a pensar que se fez o adversário pensar que saiu por baixo?
Como chamar uma besta a alguém sem dizer: «você é uma besta!»?
Como acreditar no que lhe sai da boca?
Como ser e não ser qualquer coisa e vice-versa?
Como perceber que estão a gozar consigo, ou que está a gozar com alguém?

Dúvidas dos nossos tempos:
Como falar alto quando se tem microfone à frente?
Porque é que continuam a existir eleições depois de você ser eleito?
Como é que há quem pague para ver arte moderna?
Como adaptar os comentários do Vitorino a clássicos juvenis?
Como é que o Marcelo tem sempre razão especialmente quando se contradiz?
Como é que o Alegre conhece tantas palavras que rimam umas com as outras?
O que quer dizer jet-lag?
Porque é que os recibos verdes são brancos?
Como fazer um saco azul sem ir para o Brasil?
O que é um lugar elegível?
Quanto é que pinga no fim do mês?

Conte com:
Material de carácter assumidamente cínico, de análise claramente tendenciosa e conteúdo preferencialmente nulo. Desmistificação, com laivos de arrogância snobe, de todos os que pretendam parecer seguros do que dizem. Paródia foleira, em traço humorístico do século XIX, ao iluminismo ou hino pré-niilista ao niilismo que se adivinha. Mas isso não interessa nada.

Compilação de ataques à inteligência própria, alheia e/ou ambas. Reduções, aglutinações, extrapolações e estereótipos acéfalos. Frases, perífrases e bocejos viscosos. O impropério mais senil travestido na bela roupagem da língua portuguesa. Para rir ou chorar consoante a disposição do momento. Citações testadas com provas dadas e garantia de resultados sempre que usadas com preceito e esgrimidas do alto do palanque. As abra-kadabras dos tempos modernos. A grandeza não é, parece! E por ai adiante…

2 Comments:

Blogger ana said...

eu compro!
quero vir a ser secretária de estado para a economia do ambiente dentro de 10 anos,
podes ser o meu manager?

terça-feira, setembro 06, 2005 8:30:00 da manhã

 
Blogger Pedro said...

Não está para venda, é pegar ou largar. De qualquer forma se queres ser alguma coisa na política é melhor despachares-te senão corres o risco de te tornar demasiado competente.

terça-feira, setembro 06, 2005 2:02:00 da tarde

 

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